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Stripe está construindo nova equipe de criptografia

Conforme divulgado nesta quarta (13), a Stripe está montando uma equipe de Blockchain para permitir pagamentos em cripto para seus usuários

Depois de passar três anos restringindo o uso do Bitcoin (BTC), a Stripe liberou essa semana uma lista procurando “engenheiros de equipe” especializados em criptomoedas. A empresa que havia anteriormente desistido de dar suporte ao BTC, devido ao seu tempo de transação lento e taxas crescentes, está regressando ao criptomercado. Divulgado nesta última quarta-feira (13), a Stripe está montando uma nova equipe de Blockchain para permitir pagamentos em cripto para seus usuários. Conforme a descrição da vaga, os futuros engenheiros e designers vão trabalhar em tudo, desde as interfaces dos clientes da web/móveis até backend, pagamentos e sistema de identidade. 

De acordo com o chefe de engenharia da fintech, Guillaume Poncin, a empresa está procurando pessoas que “construam o futuro dos pagamentos Web3”. O cofundador da Stripe, John Collison, concordou com a postagem de Poncin na rede social, afirmando que a “Stripe e criptografia cresceram simultaneamente. Começamos a escrever código um ano após o lançamento do Bitcoin. Sempre ficamos de olho nas coisas (por exemplo, suporte Bitcoin 2013–2015), mas os desenvolvimentos dos últimos anos (L2s, novas cadeias, stablecoins, DeFi) são particularmente emocionantes”. 

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Essa mudança de ares para a Stripe está ocorrendo devido a grande adesão dos concorrentes ao criptomercado. Além da Stripe, outras grandes empresas como Square, Paypal e Mastercard entraram no setor da criptografia esse ano. Fazendo com que os fundadores da fintech repensassem em sua decisão de manter os ativos longe da firma. 

A história da Stripe com o BTC

A princípio, a Stripe começou a aceitar o BTC em 2014. Entretanto, acabou desistindo de seguir com o ativo após analisar que o tempo de transição era muito lento e as taxas estavam cada vez maiores. Segundo a postagem no blog oficial em 2018, a empresa relatou que os procedimentos eram inacessíveis e as taxas de transferência estavam quase tão altas quanto aos bancos tradicionais. Apesar disso, a Stripe elucidou na época que esse não era um adeus definitivo. A nota acrescenta que assim que os pagamentos dos ativos ficassem mais “viáveis”, eles seriam reanalisados. 

Com isso, em junho deste ano, Collison comentou a ideia do retorno ao criptomercado por meio de uma entrevista para a Bloomberg TV, dizendo que os usuários dos ativos e os novos projetos da firma estão entrelaçados. “Estamos presos neste nível onde apenas um quinto das interações são transfronteiriças. A criptografia é uma direção muito interessante para tentar resolver isso”, acrescentou.

Agora, ao anunciar a procura de um novo time de criptografia, a Stripe entra de cabeça novamente no criptomercado. Mostrando aos concorrentes que, embora tenham ocorrido incertezas no passado, a empresa está pronta para trabalhar com os ativos e oferecer o melhor serviço para os seus clientes.

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