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Projeto de blockchain ganha prêmio de sustentabilidade

A iniciativa brasileira OpenTuna foi vencedora do Tuna Awards 2021 na categoria Sustentabilidade

 

O OpenTuna, um projeto pioneiro no Brasil, foi o vencedor da categoria Sustentabilidade, por utilizar a tecnologia blockchain para rastreio de cadeias de pesca. A premiação aconteceu nesta segunda-feira (13/09) na cidade de Vigo, Espanha, durante a 10ª Conferência Mundial do Atum. Ofertado pela Anfaco-Cecopesca em parceria com o Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha. 

Esta foi a primeira edição do Tuna Awards, que está programado para acontecer a cada dois anos. O prêmio está dividido em duas categorias: Sustentabilidade e Transição 4.0. A primeira é para projetos de desenvolvimento sustentável que promovam a sustentabilidade ambiental.

Mas como funciona o mercado?

A pescaria de atum movimenta cerca de US $4 bilhões por ano, por isso pode ser considerado um dos maiores negócios no mercado internacional. A organização pesqueira é realizada pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT). Ao passo que as frotas apanham e distribuem os peixes, deve haver um registro da quantidade. No entanto, essa documentação é normalmente feita a mão, o que dificulta a compilação de envio para a Comissão. 

Por isso, a OpenTuna, diretamente ligado à Tuna Intelligence,  buscou facilitar esse processo, criando um novo modelo baseado nos mapas de bordo eletrônicos, sendo possível relatar em tempo real o esforço e as informações de captura durante a pesca. Dessa forma, a proposta é promover a sustentabilidade da pescaria de atuns por meio da modernização da coleta de informações, ao utilizar a tecnologia blockchain. Como resultado, houve uma diminuição nas capturas incidentais, na rastreabilidade e valorização dos diferenciais de sustentabilidade no mercado. 

“O projeto está liderando a busca por soluções focadas na transparência e na modernização do monitoramento da pesca de atuns, buscando fortalecer a gestão e desestimular práticas de pesca ilegais. Esperamos que esse projeto inspire outros atores que atuam na pesca no Brasil”, disse o diretor científico da Oceana, Martin Dias. Esse sistema foi lançado em abril de 2021 e está disponível na internet com dados de 14 embarcações da frota de espinhel.

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