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Presidente do Banco Central garante a criação de um Real digital e o fim do dinheiro físico

Durante uma conferência organizada pelo Banco Santander, Roberto Campos Neto, atual presidente do Banco Central do Brasil, informou que a instituição está trabalhando na criação do Real digital, e  que o mesmo irá substituir o uso do dinheiro físico gradativamente.  

O Economista afirmou que uma moeda digital do banco central (CBDC) é parte de um conjunto de inovações que a instituição tem implementado no país, juntamente com o PIX e o Open Banking. Campos Neto enfatizou que a criação de uma moeda digital é necessária para o Real se adequar a modernização do sistema financeiro global.

Do mesmo modo, o Banco Central afirma que uma CBDC seria benéfica pois aumentaria a rastreabilidade do dinheiro e tornaria todo o sistema financeiro mais seguro e inclusivo:

“O projeto de um CBDC para o Brasil combina com várias iniciativas, uma é de aperfeiçoamento do câmbio, outra é do Pix, para ter a experiência de pagamentos instantâneos e de criação de novos modelos de negócios. O Open Banking vai poder usar toda a informação do cliente na busca do desenvolvimento de novos produtos financeiros e custos mais baratos, ou seja, o cliente vai usar a informação para o seu benefício e nessa esteira de inovação nós já iniciamos o estudo para emissão de uma moeda digital.”

Diversos países buscam digitalizar suas moedas

A criação de CBDCs é pauta em diversos países. Atualmente, a China aparece como o país mais avançado no assunto, tendo o yuan digital pronto para ser operacionalizado. Anteriormente, em 2020, os Estados Unidos anunciaram o plano de digitalizar o dólar. O Banco Central Europeu estuda fazer o mesmo com o euro. Até mesmo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou recentemente que o país pretende digitalizar 100% sua economia. 

Campos Neto afirmou que a moeda digital irá substituir a física progressivamente. Entretanto, ele garantiu que o dinheiro em papel não será extinguido de uma hora para outra.  

Por fim, vale ressaltar que as CBDCs, apesar de também serem 100% digitais, são bem diferentes das criptomoedas descentralizadas como o Bitcoin e a Ethereum. Em síntese, o governo brasileiro continuaria tendo total controle e fiscalização sobre a emissão e a  transferência de moedas.

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