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Ethereum 2.0 e a promessa da redução do consumo energético

A atualização da rede passará a utilizar o sistema conhecido como Proof-of-Stake (PoS), propondo ser mais amigável com o meio ambiente

 

Uma das maiores críticas que assolam a atuação diária no criptomercado é em relação ao uso intenso e exagerado de energia, o que traz impactos negativos em termos ambientalistas. Desta forma, há uma tendência de direcionar a culpa do uso energético para grandes redes e ativos como o Bitcoin e o Ethereum. Porém, a rede de Vitalik Buterin já pensa e exerce desde 2020 uma alternativa, conhecida hoje como Ethereum 2.0. A atualização da rede passará a utilizar o sistema conhecido como Proof-of-Stake (PoS), propondo ser mais amigável com o meio ambiente.

A nova versão do ETH também é chamado de “Serenity”, trazendo o “Staking” em evidência para a Blockchain do Ethereum. Atualmente, o sistema ainda é conhecido por atuar em Proof-of-Work (PoW), um dos grandes motivos para ser criticado. Porém, mesmo com essa mudança, o Ether não vai sofrer alterações, mantendo suas características primárias. Além de resolver a questão energética, o 2.0 foi desenvolvido para trazer mais capacidade de transferência e rapidez nesse sentido.

Se efetivando, o Ethereum 2.0 trará mais escalabilidade ao seu conceito, algo que também será possível com a introdução do Sharding. Esse modelo irá trazer mais transações que funcionarão de maneira simultânea, reduzindo até 99% o consumo de energia que é usado no ETH 1.0 e aumentando suas “vias” de transferência, por assim dizer. Porém, há um alerta para a utilização do “Shard” dentro do conceito do ETH 2.0 que, caso seja manuseado de forma imprópria, pode abrir brechas que irão atingir diretamente a segurança da rede.

O Staking do 2.0 irá funcionar de uma maneira bem característica, onde os validadores deverão colocar 32 ETH para começar a operar. Essa quantidade do ativo será bloqueada. Os validadores, que nessa atualização serão aleatoriamente selecionados, podem trabalhar em blocos que sejam proporcionais à quantidade de cripto que ele possui nesta ação. Com esse modelo diferenciado em relação ao que conhecemos por atuação da rede Ethereum, não é novidade pensar que isso pode ser o fim da mineração de ETH, migrando os provedores para Altcoins que ainda seguem o PoW.

 

Fases de Implantação

 

A concepção do Ethereum 2.0 estipulou três fases específicas para a consolidação completa da atualização na rede. A primeira já aconteceu em meados de janeiro de 2020, quando a Beacon Chain trouxe o Proof-of-Stake como diferencial e proposta para o ETH. Agora, vivemos a época do Sharding que, como explicado anteriormente, irá trazer uma solução aparente para as transações dentro do 2.0. A última fase, que também é chamada de “Fase 2”, irá anunciar o fim do processo em 1.0, estabelecendo a atualização como o presente e futuro, mesmo que ainda esteja em um processo gradual e lento.

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