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El Salvador propõe isenção fiscal para investidores internacionais

A informação foi posta por um assessor do governo no dia 10 de setembro; essa é uma ação de incentivo para empresários e empreendedores que querem entrar no país

 

Nos últimos meses, El Salvador se tornou um dos maiores centros de fomento do criptomercado, graças às investidas constantes do governo local. Por causa disso, não é novidade observarmos o país estampando noticiários do setor constantemente. Agora, a nação latina volta em evidência por causa de uma nova medida, que irá propor isenção fiscal para investidores internacionais nos lucros em Bitcoin (BTC). A informação foi veiculada pela assessoria do governo em 10 de setembro, uma ação de incentivo para empresários e empreendedores que querem entrar no país.

Por meio de um anúncio feito para a AFP, Javier Argueta, que é o consultor jurídico do presidente Nayib Bukele comentou que “se uma pessoa possui ativos em Bitcoin e lucros grandes, não haverá impostos. Isso é feito obviamente para incentivar o investimento estrangeiro”. O consultor também comentou que o país já atua com agências estrangeiras para melhorar suas medidas de compliance. Mas, mesmo com todo o fomento e apoio de El Salvador para o criptomercado, a população ainda não aceita bem a adesão do BTC. Essa resistência é bem clara, com alguns protestos já ocorrendo em solo nacional mas, mesmo assim, o governo avança com sua proposta.

Mas como isso se aplicará aos empreendedores?

Esse avanço se mostra mais evidente ainda depois do lançamento da Chivo Wallet no último dia 07 de setembro. Agora, o grande desafio do governo local é saber se a mudança da moeda será um processo linear ou árduo no quesito de tempo. Talvez, uma alternativa seria introduzir os ativos digitais aos poucos, ao invés de já colocar o BTC como principal moeda da nação, e isso chama muita atenção do ministério local, que afirma se preocupar com a volatilidade ligada ao salário dos trabalhadores locais. Esse é um ponto interessante, já que o BTC é uma moeda variável, mudando seus valores conforme o dia, horário e saúde do ativo/mercado no momento da aquisição do mesmo.

Dessa forma, El Salvador parece um país estudado no quesito cripto, já imaginando o que poderia ocorrer no meio do caminho. Isso porque não é nada fácil introduzir uma moeda como o Bitcoin como moeda de troca principal em um país, há muitos detalhes que seguem essa movimentação. Aos entusiastas e empreendedores locais, o que resta é esperar as próximas manobras de Nayib Bukele. Só assim ficará evidente qual será a vida útil do criptoativo no país, que já começa a enfrentar alguns empecilhos. Mas o país tem capacidade de enfrentar esses imbróglios, sempre lembrando que essa adesão não depende apenas do governo, mas da soma de vários núcleos que precisam estar interessados nas novas medidas.

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