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Aumenta o número de mulheres no mercado de criptomoedas

No início, o mercado de criptomoedas era ligado ao mundo geek e predominantemente masculino, porém com o tempo isso tem mudado, e a participação feminina vem se tornando cada vez mais presente, tanto em debates, como em cadastros em exchanges e participações em eventos.

As mulheres estão definitivamente mostrando  que investimentos não é algo só para homens.

De acordo com as estatísticas de dezembro/2020 relevadas pelo site coin.dance, que é especializado em serviços de estatísticas do Bitcoin, 85% do uso da criptomoeda é por homens e 14% por mulheres. Pode até parecer pouco, mas as mulheres estão cada vez mais presentes neste meio. 


Em entrevista a nossa equipe, a  Binance, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, afirmou  que no início de 2020, a proporção de usuários da plataforma era de aproximadamente 88% homens e 12% mulheres. No entanto, atualmente, isso mudou para 79% x 21%.

Outro dado interessante, é que só no último mês os números mostram que a balança aos poucos vai ganhando novos equilíbrios: entre os novos usuários, 74% são homens e 26% mulheres, embora os homens ainda sejam mais frequentes e ativos na plataforma de modo geral.

“Aumentar a presença de mulheres no mundo cripto é um projeto de longo prazo e que se apoia em diversas ações. No Brasil, buscamos promover as lideranças femininas dentro da Binance, tendo frequentemente mulheres representando a Binance nos nossos eventos, desmistificando a ideia de que o ambiente de criptomoedas ainda é masculino. O mesmo acontece globalmente, embora CZ seja a figura mais famosa da corretora, seu braço direito e líder de Marketing é He Yi, co-fundadora da Binance” , relatou a Gerente Geral da Binance no Brasil, Mayra Siqueira.

Internamente, de todos os funcionários da Binance, 40%  são mulheres, uma proporção muito mais alta do que em muitas empresas do setor de inovação e tecnologia. 

“Acredito que, através de exemplos e representatividade, aos poucos vamos quebrando barreiras, derrubando mitos e aproximando as mulheres da sua independência financeira.”

A equipe do O Monetário também conversou com a Daniela Meyer, autora do irreverente e-book “Boy x Bitcoin”, a mesma atua no mercado de criptomoedas desde 2018. 

Daniela é apaixonada por novas tecnologias e por compartilhar conhecimento, atuou anteriormente como Agente Autônoma de Investimentos em grandes corretoras do país. Hoje, a investidora une experiências em mercado financeiro, de tecnologia e de marketing para trazer conteúdos de maneira simplificada e acessível para a população. 

Questionada sobre sua visão das mulheres no mercado de cripto, Daniela explica sobre a importância de trazer igualdade e liberdade, especialmente financeira.

“Mostrar que é possível investir ou trabalhar com criptomoedas e tecnologia, e que é acessível. Por isso, prezo muito em construir materiais com linguagem simplificada, para que possa abranger não só mulheres, mas pessoas de qualquer gênero a desmistificar conceitos e termos técnicos que tanto assustam a quem não tem intimidade com mercados financeiros em geral.”

Meyer também falou sobre como surgiu o interesse no mercado de criptomoedas e em investir.

“Eu conheci bitcoin entre 2014/ 2015, mas só fui me interessar mais a fundo no início do segundo semestre de 2017. Em 2018, comecei minha carreira no universo de criptomoedas, trabalhando em uma das exchanges mais antigas do mercado. Porém, meu interesse no mercado financeiro vem desde meados dos anos 2000, e entre 2008 e 2012 eu trabalhei no mercado financeiro tradicional, na mesa de operações da XP Investimentos e da Planner.”

Bebei Liu, CEO da Novadax, é uma das poucas mulheres do mundo à frente de uma exchange, ela fala sobre sua experiência no mercado de criptomoedas.

“De um modo geral, a equipe de liderança feminina pode trazer melhores resultados financeiros para a empresa e uma gestão de projetos mais organizada, melhor cuidado humano e motivação para a equipe[…]”

Quando questionada sobre o mercado ser composto quase predominantemente por homens, Liu respondeu. 

“Acho que é um problema universal e o mercado cripto não é exceção. Talvez a diferença seja que blockchain e cripto são indústrias inovadoras, ou seja, praticamente recém-nascidas. Isso as torna naturalmente atraente para a geração mais jovem e bem-educada (no sentido de serem mais abertas e menos conservadoras sobre a questão de gênero).  Por outro lado, tudo é muito dinâmico e muda rapidamente, o que exige que as mulheres sejam mais flexíveis e decisivas.”

Cada vez mais temos visto mulheres aparecendo no cenário de cripto. Quanto maior os recursos educacionais disponíveis, mais mulheres tendem a se interessar no assunto. 

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