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As diferenças entre o Ethereum e o Ethereum Classic

Os criptoativos mais populares do mundo, em algumas circunstâncias, acabam por gerar versões deles mesmos, com diferenças e algumas peculiaridades que normalmente são geradas por meio de um Fork. O Ethereum passou por isso há algum tempo atrás. O segundo ativo mais popular do mercado possui uma versão “clássica”, aumentando a atuação da rede no setor. Se trata do Ethereum Classic, criado em 2016, e que hoje ocupa a 16ª posição no CoinMarketCap. Os dois ativos, mesmo que tenham o mesmo nome, possuem diferenças em alguns conceitos.

O Ethereum se apresentou ao setor dos criptoativos como uma plataforma descentralizada, em um sistema digital aos moldes da Blockchain. A rede gerou o Ether, que é seu criptoativo. Com atuação garantida por meio do Proof-of-Work (PoW), a rede foi desenvolvida por Vitalik Buterin em 2013, mas esse modelo de Blockchain acabou entrando em operação apenas em 2015 depois de uma venda pública realizada pelo criador russo. 

O grande diferencial do Ethereum sempre foi ser uma rede descentralizada, com um ativo específico, que foca sua atuação em lutar contra golpes no criptomercado, buscando inserir o pensamento cripto no senso comum e se tornando um modelo para o futuro. Esse trabalho pioneiro em contratos inteligentes propõem que esse futuro seja no presente, fazendo com que o ETH seja uma das melhores opções em termos de custos reduzidos e confiabilidade constante. 

Atualmente, a rede suporta diversos tokens, com mais de 280 mil sendo lançados dentro da plataforma e seguindo o padrão ERC-20. Isso faz com que a rede do Ethereum se fortaleça cada vez mais, sendo uma aliada genuína do criptomercado desde sua criação. Outro tema relevante sobre o ETH é o Ethereum 2.0, mas esse é um assunto para uma matéria especial que iremos trazer para você aqui no O Monetário!

Já o Ethereum Classic é uma “vertente” do Ethereum, surgindo de um Hard Fork do mesmo que ocorreu no ano de 2016. Dentro do “Fork” temos duas categorias, e no caso da que ocorreu com o ativo, temos um versão mais “agressiva” e complexa de atualização de seu protocolo. Sempre quando um ativo sofre um Hard Fork, pode ter certeza que um dos motivos é a incompatibilidade com versões anteriores do mesmo.

A versão clássica do segundo criptoativo mais popular do mundo nasceu com o intuito primário de preservar a Blockchain do ETH que sofreu um grande golpe anos atrás mas, muito além disso, o ativo também hospeda aplicações descentralizadas (DApps). O Classic surpreendeu por virar um projeto “sem dono” e que pode receber contribuições sem uma permissão. A grande diferença para o Ethereum é em relação ao Proof-of-Stake (PoS), já que o Ethereum Classic não tem a intenção de se transformar em um algoritmo de mineração em PoS.

Hoje, o ETC está avaliado em US$ 118,84 e com uma capitalização de mercado de US$ 13,909,793,895 (valores avaliados no momento de realização da matéria). Já o Ethereum se encontra no valor de US$ 4,160.23 e uma capitalização de US$ 485,118,225,682 (valores avaliados no momento de realização da matéria). Por falar em valor do ETH, o ativo superou pela primeira vez a marca de US$ 4.100 na manhã do dia 10 de maio de 2021. O valor foi registrado uma semana após superar a marca de US$ 3.000, um crescimento que tem respaldo institucional, chegando perto de alcançar grandes instituições financeiras tradicionais, como o JPMorgan Chase.

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